Não podem?


Custou. Mas cheguei. Estou aqui. Estou em casa.
Tenho pensado. Muito até, pouco mais tenho feito. Ando mesmo a dar uma de filosofa, o que já me começa a assustar. Não que isso seja anormal, mas o facto de ter chegado a algumas conclusões está a abrir-me muitos os olhos e começo drasticamente a perceber tudo. Às vezes não gosto muito disso. A ignorância pode ser tão boa
Lembram-se do último post? Pois, a pergunta mantêm-se. Eu nunca tinha pensado naquilo, mas agora que me apercebi é como se a ideia estivesse gravada no meu cérebro. E parece que sempre lá estivera, eu é que nunca olhara para ela.
As pessoas realmente não se importam. Se parecer bem, não me perguntam como eu estou. Para quê? Na cabeça delas, a saúde mental ou física não interessa. É bem mais interessante quando sofremos. Aí assim! Mares de amigos, que nem um olhar me dirigiam se passassem por mim, vêm oferecer uma palavrinha (mas curta e que não dê muito trabalho) à doente.
E depois? "Não é nada de grave". Ah, fixe, então esquece, xau
Não me julguem narcisista. Eu não sou. Não, mesmo! E dispenso bem, nestas situações, ser o centro de todas as atenções. Mas pedir preocupação é pedir muito? Preocupação genuína e sem truques. Sem jogos, sem quer nada em troca de favores, simplesmente verdadeira.
Caramba, eu, que estou longe de ser a melhor pessoa do mundo, preocupo-me. E preocupo-me a sério, com todos aqueles a quem dirijo um sorriso. Seria capaz de percorrer o país, gastar cada cêntimo do meu bolso, andar o dia a pé, romper cada fibra do meu corpo, só para ir ter com algum amigo ou familiar e perguntar-lhe como ele está. E se ele estivesse bem, isso seria tudo para mim. Não precisava que ele estivesse mal e precisassem de mim para a viagem ter valido a pena.
E mais esta sou eu: não sou nada de especial, nem de sobrenatural. Se eu posso e faço, porque é que os outros não fazem?

14 comentários:

  1. Cada pessoa é especial por ser única, assim como tu (talvez isto soe mal, por não nos conhecermos), mas hoje em dia as pessoas esquecem-se desse grande pormenor e limitam-se ao comodismo e não estão nem ai. Infelizmente é assim, parece que se perdeu o valor humano e amor pelo próximo..

    ResponderEliminar
  2. Fogo, o quanto me identifiquei com isto....
    E afinal o que aconteceu? Fiquei preocupada.
    Força!

    ResponderEliminar
  3. Diz-me antes uma parte da música, sfvr.
    Obrigada*

    ResponderEliminar
  4. Sei bem o que estás a sentir .

    tenho um giveaway a decorrer no blog, participa : http://befashion-faty.blogspot.pt/2013/06/persunmall-summer-style-international.html

    ResponderEliminar
  5. r: Compreendo o teu ponto de vista, às vezes também me sinto assim...aliás, pela minha experiencia, aquilo que eu acho (um exemplo) é que se não ligares/falares com uma determinada pessoa por determinados motivos essa pessoa também não quer saber e pouco se importam se estás bem ou não..e parece-me que a amizade dos dias de hoje baseia-se nesse sistema...e isso reflete-se quando nós próprios estamos mal, precisamos de um mero carinho e as pessoas, quando dão é, na maioria, por obrigação, para ficar bem na "fotografia" e isso é ainda mais triste.

    ResponderEliminar
  6. concordo com o que disseste no texto! eu nunca fui parar ao hospital mas já me aconteceu desatar a chorar numa aula e vir-me consolar a pessoa que eu menos esperava que o fizesse. é que nem sequer tenho uma boa relação com ela... mas pronto, até gostei da atenção que me deu.
    e contigo? já estás mesmo melhor da inflamação? :))
    r: o meu pai não me deixa porque não o convenci ainda. tipo, eu já lhe contei a história toda, a história de que não tenho amigos e não me sinto bem naquela escola. e também já admiti que a culpa também é minha, não sou a melhor pessoa do mundo e, às vezes, era eu própria que afastava os outros de mim com as minhas atitudes. mas estou a tentar mudar, a fazer um exame de consciência. e, bem, ele não está convencido porque acha que lhe estou a esconder algo, acha que a história de querer sair da escola porque não tenho amigos não bate certo. ele acha que eu devo ter feito algo de mal, tipo andar à porrada. mas não andei e estou a ser completamente honesta com ele.
    além disso, ele acha que se for mesmo só zangas, que posso ficar na mesma escola e resolver isso. e que, como entram novos alunos na turma agora no 12º ano, já tenho aí a minha oportunidade para fazer amigos. e, bem, ando a ficar sem argumentos.

    ResponderEliminar
  7. quanto à minha/tua/nossa opinião sobre o tempo, foi telepatia xD

    ResponderEliminar
  8. ai.. já estou nervosa ! obrigada, para ti também !!

    ResponderEliminar
  9. gostei do que li aqui, gosto da tua escrita :) segui*
    e estou aqui caso queiras seguir de volta e deixar o teu comentário dendays2.blogspot.pt obrigada!

    ResponderEliminar